terça-feira, 16 de maio de 2017
Atriz Cláudia Alencar revela que sofreu estupro na Diatadura e abusos na Globo
Hoje com 66 anos, a trajetória de Claudia Alencar como filha, mulher e artista esconde uma série de dores vividas. Em conversa com o UOL, ela revelou parte de sua trajetória, que inclui agressões do pai e abusos no período da ditadura no Brasil.
Ainda pequena, ela apanhava do pai, em seguida, quando ainda era estudante na Escola de Comunicação e Artes da USP e integrante da Aliança Libertadora Nacional, a jovem aspirante a atriz sofreu o que considera um dos piores pesadelos para uma mulher: o estupro.
“Eu fazia teatro de protesto na rua, nas universidades e alguns espaços públicos (...) Fui muito violentada nos Anos de Chumbo, na Ditadura Militar. Depois disso, achava que nenhum assédio poderia mais me abalar, poderia me derrubar. Me enganei. Foram dez anos dizendo 'não' a diretores e produtores porque eu queria um papel bom sem barganhar uma noite de sexo”, conta a atriz.
Pouco depois, Claudia conseguiu um papel em 'Roda de Fogo', apoiada pelo seu professor universitário, autor da trama, Lauro César Muniz, a quem é grata.
"Fui chamada várias vezes para fazer testes e eles até começavam mesmo com as leituras de texto, mas terminavam com uma proposta de um jantar ou de um encontro em um lugar mais reservado. Cada vez que isso acontecia, eu saia arrasada, frustrada e me sentindo violentada porque eu tinha certeza que era boa atriz com condições para entrar e ficar entre as estrelas da casa", desabafou.
Interpretando papeis sensuais, Claudia conta que o assédio aumentou. "Era diretor, ator, produtor, apresentador e empresário que vinham com aquele joguinho de sedução. Tive um colega de cena que me perturbou meses e, quando um dia eu cansei do cerco e dei um fora definitivo, ele passou a me perseguir, me humilhar na frente dos outros colegas. Ninguém me defendeu. Daí eu percebi que se eu quisesse continuar trabalhando, teria que fingir que nada acontecia e foi o que eu fiz durante uns 25 anos.”, declarou a atriz.
Após saber de denúncias de assédio no meio artístico, ela diz não se surpreender. "Sei de muitas profissionais que passaram o pão que o diabo amassou. Acho corajoso essas meninas falarem, darem os nomes, apontarem os dedos. É heroico, é encorajador e um alerta também para os homens: atitudes machistas estão com os dias contados. Não fiz lá atrás por medo, mas apoio incondicionalmente quem faz isso agora", finalizou Claudia.
segunda-feira, 15 de maio de 2017
Ministério Publico pede cassação de Michel Temer
O
Ministério Público Eleitoral (MPE) apresentou nesta segunda-feira (15)
as alegações finais sobre o processo de cassação da chapa Dilma-Temer,
vencedora das eleições de 2014. No documento em questão, Nicolao Dino,
vice-procurador-geral, reitera o pedido de cassação de Michel Temer e
Dilma Rousseff, além de requerir a inelegibilidade da petista por oito
anos.
Neste
novo documento, as alegações anteriormente apresentadas por Dino, na
primeira fase do julgamento, são reforçadas. PT, PMDB e PSDB, partes
envolvidas no processo, também entregaram nesta segunda-feira suas
alegações finais.
A
grande mudança em relação ao processo conduzido por Dino é a inclusão
dos depoimentos dos marqueteiros João Santa e Monica Moura. Ouvidos em
24 de abril em processo de delação premiada, eles afirmaram que Dilma
tinha conhecimento do pagamento de caixa 2 para sua campanha por parte
da Odebrecht.
O
MPE afirma que a ex-presidente tinha conhecimento da forma como a
Odebrecht estava financiando sua campanha e se omitiu. Em relação a
Temer, o procurador não cita diretamente o conhecimento sobre caixa 2,
mas solicita que a chapa seja cassada sem separação entre a petista e o
peemedebista.
O
Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ainda não tem data certa para
reformar o julgamento. A expectativa é que o retorno aconteça até o
início de junho. Os pedidos que o vice-procurador faz constam apenas
como parte do processo. Ou seja, eles não correspondem, necessariamente,
à decisão que será tomada pelo ministro Herman Benjamin.
domingo, 14 de maio de 2017
Cemitério São Francisco oferece riscos de acidente
Por ocasião do Dia das Mães, estive hoje no Cemitério São Francisco, o maior de Sobral, visitando o túmulo da minha querida mãezinha, que partiu para a eternidade há 9 anos. Pois bem, ao me dirigir ao túmulo, pude perceber que muitas das sepulturas que estão no solo daquele Campo Santo oferecem perigo para as pessoas que o frequentam. As lajes sobre elas são muito antigas e frágeis por conta do tempo. Algumas das lajes apresentam rachaduras, podendo causar afundamento se alguém pisar sobre elas. E foi o que aconteceu hoje.
Por volta das 10h50 quando eu estava deixando o cemitério ouvi um forte barulho e o grito de uma pessoa. Eu e outras pessoas que estavam lá, corremos para saber o que aconteceu. Foi quando nos deparamos com um jovem com escoriações nas pernas e uma forte dor nas costelas. Sua mãe estava ao lado dele chorando e bem próximo, uma sepultura no solo que afundou. Pois bem, aquele rapaz acabara de sofrer um acidente ao cair dentro da sepultura quando passou sobre a laje. A profundidade quase o cobria. O rapaz gritava de dor e sua mãe chorava. O mesmo pedia que ela não chorasse, pois iria passar a dor. Ele sentou-se em cima de uma outra laje enquanto passava a dor. Não sei se ele quebrou alguma costela. Quando deixei o local, sua dor já estava um pouco aliviada. Foi uma triste cena.
O perigo que aquelas sepulturas que estão no solo oferecem, é um fato bastante antigo. O problema é que o Cemitério São Francisco não suporta mais sepulturas no solo. Os caminhos estreitos entre os túmulos de andar são cheios de sepulturas no solo com lajes antigas e cheio de rachaduras.
No ano passado, no Dia de Finados, quando estive lá para visitar o túmulo da minha família, ao passar ao lado de uma sepultura no solo, a mesma apresentava um enorme buraco de uma laje que afundou, deixando à mostra um caixão estragado e consumido pela terra. Por conta das rachaduras e dos buracos, às vezes elas deixam exalar o mau cheiro dos cadáveres, gerando um problema de saúde pública.
Agora fica aqui minhas indagações: Onde está a administrador daquele Campo Santo que não enxerga esses problemas? Quando ocorrer um acidente de grandes proporções, quem é que vai arcar com as despesas do paciente hospitalizado? E se uma pessoa for a óbito, quem será o responsável, o administrador do cemitério, a Prefeitura ou a família proprietária da sepultura?
Com a cena de hoje, quando eu for agora aquele cemitério, não irei mais andar sobre as lajes das sepulturas do solo. E olhe que hoje passei sobre algumas delas! O que aconteceu com aquele rapaz hoje, pode acontecer com qualquer um que for visitar ou sepultar alguém da família.
Portanto, fica aqui um alerta: quando você for ao maior cemitério da nossa cidade, tenha muito cuidado! Você pode ser vítima de um acidente grave ao cair dentro de uma sepultura como aconteceu hoje por conta do descaso público.
Com mais de 200 mil habitantes, Sobral já merece um novo e maior cemitério municipal. Não se admite que nossa cidade tenha apenas dois cemitérios municipais. O nosso maior Campo Santo já está saturado, não havendo mais espaço para a construção de novas sepulturas. A saída é a construção de mais um e bem maior do que o São Francisco.
A população deve cobrar do atual prefeito a imediata construção de um novo cemitério, já visando o futuro de uma cidade com 500 mil habitantes. Fica aqui meu alerta e minha sugestão. Com a palavra, o prefeito Ivo Gomes.
Por volta das 10h50 quando eu estava deixando o cemitério ouvi um forte barulho e o grito de uma pessoa. Eu e outras pessoas que estavam lá, corremos para saber o que aconteceu. Foi quando nos deparamos com um jovem com escoriações nas pernas e uma forte dor nas costelas. Sua mãe estava ao lado dele chorando e bem próximo, uma sepultura no solo que afundou. Pois bem, aquele rapaz acabara de sofrer um acidente ao cair dentro da sepultura quando passou sobre a laje. A profundidade quase o cobria. O rapaz gritava de dor e sua mãe chorava. O mesmo pedia que ela não chorasse, pois iria passar a dor. Ele sentou-se em cima de uma outra laje enquanto passava a dor. Não sei se ele quebrou alguma costela. Quando deixei o local, sua dor já estava um pouco aliviada. Foi uma triste cena.
O perigo que aquelas sepulturas que estão no solo oferecem, é um fato bastante antigo. O problema é que o Cemitério São Francisco não suporta mais sepulturas no solo. Os caminhos estreitos entre os túmulos de andar são cheios de sepulturas no solo com lajes antigas e cheio de rachaduras.
No ano passado, no Dia de Finados, quando estive lá para visitar o túmulo da minha família, ao passar ao lado de uma sepultura no solo, a mesma apresentava um enorme buraco de uma laje que afundou, deixando à mostra um caixão estragado e consumido pela terra. Por conta das rachaduras e dos buracos, às vezes elas deixam exalar o mau cheiro dos cadáveres, gerando um problema de saúde pública.
Agora fica aqui minhas indagações: Onde está a administrador daquele Campo Santo que não enxerga esses problemas? Quando ocorrer um acidente de grandes proporções, quem é que vai arcar com as despesas do paciente hospitalizado? E se uma pessoa for a óbito, quem será o responsável, o administrador do cemitério, a Prefeitura ou a família proprietária da sepultura?
Com a cena de hoje, quando eu for agora aquele cemitério, não irei mais andar sobre as lajes das sepulturas do solo. E olhe que hoje passei sobre algumas delas! O que aconteceu com aquele rapaz hoje, pode acontecer com qualquer um que for visitar ou sepultar alguém da família.
Portanto, fica aqui um alerta: quando você for ao maior cemitério da nossa cidade, tenha muito cuidado! Você pode ser vítima de um acidente grave ao cair dentro de uma sepultura como aconteceu hoje por conta do descaso público.
Com mais de 200 mil habitantes, Sobral já merece um novo e maior cemitério municipal. Não se admite que nossa cidade tenha apenas dois cemitérios municipais. O nosso maior Campo Santo já está saturado, não havendo mais espaço para a construção de novas sepulturas. A saída é a construção de mais um e bem maior do que o São Francisco.
A população deve cobrar do atual prefeito a imediata construção de um novo cemitério, já visando o futuro de uma cidade com 500 mil habitantes. Fica aqui meu alerta e minha sugestão. Com a palavra, o prefeito Ivo Gomes.
sábado, 13 de maio de 2017
Papa Francisco canoniza dois irmãos pastorinhos em Fátima
O papa Francisco canonizou hoje (13), em Fátima (Portugal), os
dois irmãos pastorinhos Jacinta e Francisco, que, ao lado da prima
Lúcia, presenciaram as aparições da Virgem Maria. Em cerimônia que durou
cerca de três horas, o papa ordenou que os nomes dos irmãos sejam
inscritos no Livro dos Santos, formalizando, assim, a canonização dos
dois pastores portugueses, os mais jovens santos não mártires da Igreja
Católica. ”Assim o ordeno”, disse, em português, o pontífice. Ele foi
demoradamente aplaudido por uma multidão de meio milhão de pessoas,
vindas de 55 países e que desde quarta feira permaneciam no Recinto do
Santuário, a enorme praça onde estão as basílicas de Nossa Senhora do
Rosário, a Santíssima Trindade e a Capela das Aparições, antiga Cova da
Iria, onde teriam ocorrido as aparições.
A cerimônia começou às 10h (no horário local; 6h, no horário de
Brasília), quando o papa deixou a Basílica de Nossa Senhora do Rosário,
onde rezou nos túmulos dos dois novos santos. Acompanhado de cardeais,
bispos e padres, Francisco se dirigiu se à grande tribuna, em frente à
basílica, para celebrar a missa da canonização. Deteve-se poucos minutos
diante do andor com a imagem da Virgem de Fátima, localizado na ponta
direita da tribuna. De cabeça curvada, rezou e iniciou a celebração da
missa, sempre em português.
A missa foi acompanhada pelo coro do Santuário de Fátima. Francisco não deixou de marcar posição perante as injustiças do mundo em relação aos mais desfavorecidos. Na homília, agradeceu aos presentes explicando por que não poderia ter deixado de participar dos festejos do centenário das aparições e de venerar a Virgem Maria. ”Sob seu manto, não se perdem; dos seus braços, virá a esperança e a paz que necessitam, e suplico para todos meus irmãos no batismo e em humanidade, de modo especial para os doentes, pessoas com deficiência, os presos e desempregados, os pobres e abandonados”, acrescentou, sob os aplausos dos fiéis.
Foram três horas, entre a missa, a canonização, a comunhão dos presentes, cantos e orações. O papa não se descuidou dos que sofrem. Após a missa, deslocou-se até a ala direita do altar, para uma benção especial aos 350 doentes vindos de todas as regiões de Portugal e de outros países, convidados para as comemorações. Do lado esquerdo, estavam o presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, o primeiro-ministro, Antonio Costa, além de políticos, embaixadores, empresários e personalidades. Quando a cerimônia terminou, o presidente da República foi ao encontro do papa para cumprimentá-lo.
No altar, 100 cardeais, de diversas partes do mundo, e centenas de bispos e padres, acompanharam a missa. Francisco trajava batina branca, tradição iniciada pelo papa Inocêncio V em 1276, que era dominicano e adotou essa cor de veste. De pé a maior parte do tempo, o papa Francisco pouco sentou-se.
A cerimônia foi cantada e teve vários momentos de emoção, sobretudo na comunhão, oferecida aos presentes por 2 mil padres. Além de policiais, centenas de escoteiros cuidavam da organização. Eles são 74 mil em Portugal, atividade explicada pelo chefe do grupo como indispensável à formação da juventude. É uma tradição portuguesa.
Após o término da cerimônia, o andor com a imagem Virgem de Fátima foi levado de volta à Basílica da Santíssima Trindade por dez jovens cadetes do Exército, cruzando os milhares de fiéis que não se cansavam de acenar e de aplaudir. O gesto foi repetido por um sorridente papa Francisco, que aguardou silenciosamente, sentado, até o momento em que desceu no altar para a Cerimônia do Adeus. Já no papamóvel, Francisco foi cercado pela multidão. Risonho, ele acenava para os fiéis, que seguravam lenços e bandeiras. No trajeto, um policial lhe entregou um bebê, a quem o papa acariciou ternamente. Poucas horas depois, o pontífice embarcou em um avião da TAP de volta ao Vaticano, acompanhado por um grupo de 72 jornalistas.
A missa foi acompanhada pelo coro do Santuário de Fátima. Francisco não deixou de marcar posição perante as injustiças do mundo em relação aos mais desfavorecidos. Na homília, agradeceu aos presentes explicando por que não poderia ter deixado de participar dos festejos do centenário das aparições e de venerar a Virgem Maria. ”Sob seu manto, não se perdem; dos seus braços, virá a esperança e a paz que necessitam, e suplico para todos meus irmãos no batismo e em humanidade, de modo especial para os doentes, pessoas com deficiência, os presos e desempregados, os pobres e abandonados”, acrescentou, sob os aplausos dos fiéis.
Foram três horas, entre a missa, a canonização, a comunhão dos presentes, cantos e orações. O papa não se descuidou dos que sofrem. Após a missa, deslocou-se até a ala direita do altar, para uma benção especial aos 350 doentes vindos de todas as regiões de Portugal e de outros países, convidados para as comemorações. Do lado esquerdo, estavam o presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, o primeiro-ministro, Antonio Costa, além de políticos, embaixadores, empresários e personalidades. Quando a cerimônia terminou, o presidente da República foi ao encontro do papa para cumprimentá-lo.
No altar, 100 cardeais, de diversas partes do mundo, e centenas de bispos e padres, acompanharam a missa. Francisco trajava batina branca, tradição iniciada pelo papa Inocêncio V em 1276, que era dominicano e adotou essa cor de veste. De pé a maior parte do tempo, o papa Francisco pouco sentou-se.
A cerimônia foi cantada e teve vários momentos de emoção, sobretudo na comunhão, oferecida aos presentes por 2 mil padres. Além de policiais, centenas de escoteiros cuidavam da organização. Eles são 74 mil em Portugal, atividade explicada pelo chefe do grupo como indispensável à formação da juventude. É uma tradição portuguesa.
Após o término da cerimônia, o andor com a imagem Virgem de Fátima foi levado de volta à Basílica da Santíssima Trindade por dez jovens cadetes do Exército, cruzando os milhares de fiéis que não se cansavam de acenar e de aplaudir. O gesto foi repetido por um sorridente papa Francisco, que aguardou silenciosamente, sentado, até o momento em que desceu no altar para a Cerimônia do Adeus. Já no papamóvel, Francisco foi cercado pela multidão. Risonho, ele acenava para os fiéis, que seguravam lenços e bandeiras. No trajeto, um policial lhe entregou um bebê, a quem o papa acariciou ternamente. Poucas horas depois, o pontífice embarcou em um avião da TAP de volta ao Vaticano, acompanhado por um grupo de 72 jornalistas.
Lei da Gorjeta começa a valer a partir de hoje em todo o país
Começa a valer a partir de hoje(13/05) em todo o país a Lei da Gorjeta, que será
aplicada a bares, restaurantes, hotéis, motéis e a todo tipo de
estabelecimento onde os funcionários recebam esse valor adicional.
A lei prevê que a gorjeta deverá ser agora registrada na carteira de trabalho dos funcionários como parte do salário deles. O patrão deverá fazer o registro do salário fixo do trabalhador e anotar a gorjeta como um percentual a mais, a ser calculado com o valor médio recebido nos últimos 12 meses. Se houver redução no recebimento das gorjetas, o empregador deverá arcar com o valor registrado na carteira dos empregados.
Para o ministro do Turismo, Marx Beltrão, a regulamentação vai beneficiar especialmente os trabalhadores do setor e incentivar “aqueles que estão na linha de frente do atendimento ao turista”. Para o governo, há também a expectativa de que a mudança na legislação ajude a aumentar a arrecadação de encargos sociais, previdenciários e trabalhistas, uma vez que o registro como salário garante que parte do valor recebido pelos comerciantes seja destinada a isso.
Para os estabelecimentos inscritos no Simples Nacional, a nova lei prevê que até 20% do que for arrecadado em gorjetas sejam destinados a esse tipo de encargo. Nos demais casos, até 33% do valor deverão ser destinados a isso. O restante do valor deve ser integralmente repassado aos funcionários.
A fiscalização será feita pelos sindicatos, no caso de empresas que tenham até 60 funcionários, ou pelos próprios trabalhadores no caso das empresas com número de contratados acima de 60. Nesse caso, deve ser criada uma comissão dos trabalhadores para fazer a fiscalização.
A lei foi sancionada pelo presidente Michel Temer em 13 de março, mas com previsão de prazo para entrar em vigor para que os estabelecimentos pudessem se ajustar às novas regras. A partir de agora elas deverão ser aplicadas obrigatoriamente.
A lei prevê que a gorjeta deverá ser agora registrada na carteira de trabalho dos funcionários como parte do salário deles. O patrão deverá fazer o registro do salário fixo do trabalhador e anotar a gorjeta como um percentual a mais, a ser calculado com o valor médio recebido nos últimos 12 meses. Se houver redução no recebimento das gorjetas, o empregador deverá arcar com o valor registrado na carteira dos empregados.
Para o ministro do Turismo, Marx Beltrão, a regulamentação vai beneficiar especialmente os trabalhadores do setor e incentivar “aqueles que estão na linha de frente do atendimento ao turista”. Para o governo, há também a expectativa de que a mudança na legislação ajude a aumentar a arrecadação de encargos sociais, previdenciários e trabalhistas, uma vez que o registro como salário garante que parte do valor recebido pelos comerciantes seja destinada a isso.
Para os estabelecimentos inscritos no Simples Nacional, a nova lei prevê que até 20% do que for arrecadado em gorjetas sejam destinados a esse tipo de encargo. Nos demais casos, até 33% do valor deverão ser destinados a isso. O restante do valor deve ser integralmente repassado aos funcionários.
A fiscalização será feita pelos sindicatos, no caso de empresas que tenham até 60 funcionários, ou pelos próprios trabalhadores no caso das empresas com número de contratados acima de 60. Nesse caso, deve ser criada uma comissão dos trabalhadores para fazer a fiscalização.
A lei foi sancionada pelo presidente Michel Temer em 13 de março, mas com previsão de prazo para entrar em vigor para que os estabelecimentos pudessem se ajustar às novas regras. A partir de agora elas deverão ser aplicadas obrigatoriamente.
domingo, 7 de maio de 2017
Os sons de Saturno captados pela sonda Cassini
A sonda Cassini tem ganhado muitas manchetes. E não é para menos. No dia 26 de abril, começou a etapa final da missão da sonda, que já opera há mais de 12 anos em Saturno.
Ela deu seu primeiro mergulho em uma região pela qual nenhuma outra
sonda jamais tinha se aventurado: o espaço de cerca de dois mil
quilômetros que separa o planeta de seu sistema de anéis.
Nesse voo rasante, Cassini coletou sons que deixaram os cientistas de cabelo em pé. Os dados recém-obtidos revelam que essa área é muito mais "vazia" do que se esperava. Os tais sons, vale frisar, em nada se assemelham com o que estamos acostumados aqui na Terra: são uma espécie de "adaptação sonora" das ondas de rádio e de plasma captadas pelas antenas da sonda. Não seria possível ouví-los de fato por lá.
Para ouvidos leigos, os barulhos não passam de chiados e estalos embalados por uma estática que deixa tudo meio bizarro. Mas os pesquisadores já estão acostumados e conseguem extrair dali um bocado de informação. Como o espaço é um ambiente repleto de partículas carregadas, normalmente o que se ouve é algo similar a apitos e rangidos mais agudos. Quando matéria sólida bate nos sensores, elas emitem estalos.
No curto período em que Cassini passou pela fina espessura dos anéis de Saturno, os estalos eram abundantes, indicando a presença de algo em torno de cem partículas por segundo. Ao chegar na região intermediária entre o gigante gasoso e os anéis, porém, não se ouvia quase nada além dos apitos. Ou seja: há muito menos matéria ali do que os cientistas previam.
Os sons captados do planeta pela sonda deixaram os cientistas da NASA intrigados com o barulho estranho emitido pelo espaço entre Saturno e seus fantásticos anéis.
Nesse voo rasante, Cassini coletou sons que deixaram os cientistas de cabelo em pé. Os dados recém-obtidos revelam que essa área é muito mais "vazia" do que se esperava. Os tais sons, vale frisar, em nada se assemelham com o que estamos acostumados aqui na Terra: são uma espécie de "adaptação sonora" das ondas de rádio e de plasma captadas pelas antenas da sonda. Não seria possível ouví-los de fato por lá.
Para ouvidos leigos, os barulhos não passam de chiados e estalos embalados por uma estática que deixa tudo meio bizarro. Mas os pesquisadores já estão acostumados e conseguem extrair dali um bocado de informação. Como o espaço é um ambiente repleto de partículas carregadas, normalmente o que se ouve é algo similar a apitos e rangidos mais agudos. Quando matéria sólida bate nos sensores, elas emitem estalos.
No curto período em que Cassini passou pela fina espessura dos anéis de Saturno, os estalos eram abundantes, indicando a presença de algo em torno de cem partículas por segundo. Ao chegar na região intermediária entre o gigante gasoso e os anéis, porém, não se ouvia quase nada além dos apitos. Ou seja: há muito menos matéria ali do que os cientistas previam.
Os sons captados do planeta pela sonda deixaram os cientistas da NASA intrigados com o barulho estranho emitido pelo espaço entre Saturno e seus fantásticos anéis.
Durante consulta no dentista, agulha cai na garganta de menina de três anos
Isadora foi operada para retirada na agulha, mas morreu na manhã de ontem
Uma criança de três anos morreu após ter a garganta perfurada pela agulha de uma seringa, durante a consulta odontológica na capital paulista.
Thais da Silva Barros, de 31 anos, levou sua filha, Isadora, ao dentista para fazer uma restauração de dente. No momento da aplicação da anestesia, a agulha se soltou da seringa e caiu na garganta da criança, na quarta-feira (03).
A dentista prestou os primeiros socorros, porém sem êxito. A paciente foi socorrida ao pronto-socorro do Hospital São Lucas, onde foi identificada a necessidade de um procedimento cirúrgico.
A vítima foi encaminhada ao Hospital Santa Marcelina, onde passou por cirurgia para a retirada da agulha. A mãe da criança foi informada de que o procedimento foi realizado com sucesso. No entanto, na sexta-feira (05), a menina apresentou um quadro febril intenso, mesmo sendo medicada.
Ontem (06), Isadora não melhorou da febre, e pela manhã ela sofreu uma parada cardiorrespiratória, não resistiu e morreu. O caso foi registrado como morte suspeita, no 50º Distrito Policial - Itaim Paulista. O corpo de Isadora, de três anos, saiu do Hospital Santa Marcelina do Itaim Paulista e foi encaminhado para o IML Leste, na noite de ontem.
Fica aqui minha pergunta: foi negligência ou uma fatalidade? A Policia investigará o caso.
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